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Primeira Classe

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Guia de Degustação: Primeira Classe

Curadoria do Mês: O Escudo da Baronesa e a Planta que Voltou dos Mortos — Chile no Seu Melhor

A Primeira Classe é para quem não quer apenas beber bem. É para quem quer guardar garrafas que contam histórias. Neste mês, a curadoria foi ao Chile buscar dois ícones absolutos: um vinho criado em homenagem a uma baronesa que mudou a história do vinho chileno, com 97 pontos de James Suckling — e a expressão máxima de uma uva que o mundo inteiro acreditou ter morrido por 130 anos, que numa degustação às cegas em Nova York venceu o Opus One, o Lafite e o Sassicaia.
A Seleção do Sommelier — Fábio Ayrton

"A Primeira Classe de junho me emocionou ao montar. O Baronesa P. é o vinho mais ambicioso que a família Rothschild já fez fora da França — 97 pontos, produção limitada, seleção de micro-terroirs ao longo de vários anos. É um vinho criado com o mesmo rigor de um Grand Cru Classé de Bordeaux, mas com alma chilena. E o Kai da Errázuriz é simplesmente o melhor vinho de Carménère que já existiu. Numa degustação às cegas em Nova York em 2010, o Kai 2003 ficou em primeiro lugar vencendo vinhos que custam dez vezes mais. Mas o mais bonito é a história da uva: dada como extinta em 1867, viva no Chile por 130 anos sem ninguém saber, confundida com Merlot. São dois vinhos que têm mais história do que a maioria das pessoas vai ouvir na vida."

Escudo Rojo Baronesa P. 2022
Região: Vale do Maipo — Chile
Uva: 81% Cabernet Sauvignon, 5% Cabernet Franc, 5% Petit Verdot, 5% Syrah, 4% Carménère
Teor alcoólico: 14,5%
Temperatura de serviço: 16–18°C
Pontuação: 97 pontos — James Suckling · 4.3 estrelas Vivino

História:
Em 1999, o encontro entre o terroir chileno e a expertise de Bordeaux deu origem ao Escudo Rojo — um vinho digno do nome Baron Philippe de Rothschild, sinônimo dos mais altos padrões de uma grande tradição vinícola. A Baronesa Philippine de Rothschild acreditou no potencial dos terroirs chilenos e decidiu estabelecer a Baron Philippe de Rothschild mais firmemente no Chile, lançando o Escudo Rojo. A Baronesa P. é o topo absoluto da linha — uma seleção dos melhores micro-terroirs, escolhidos ao longo de vários anos de experiência e compreensão profunda dos solos e vinhedos. Um vinho criado em homenagem à Baronesa Philippine de Rothschild. Diário do Nordeste + 2

Perfil Técnico na Taça: Cor rubi intensa e profunda com reflexos violáceos. No nariz, intenso e potente, revelando aromas de frutas negras com notas predominantes de amora, cassis e cereja preta. Especiarias como pimenta preta se mesclam gradualmente a aromas sutis de cedro, baunilha, caramelo e tostado. Valefertil

Vinificação: O vinho envelhece 15 meses em 60% de barricas novas de carvalho, sob supervisão de um enólogo francês residente no Chile. Potencial de guarda até 2040. Grand Cru

Harmonização Sugerida: Filé mignon, costela assada lentamente, cordeiro com ervas, queijos curados como Comté e Gruyère. Chocolate amargo com alto teor de cacau. Um vinho que exige uma ocasião à sua altura.

Errazuriz Kai Carménère 2021
Região: Vale de Aconcagua — Chile
Uva: 100% Carménère
Teor alcoólico: 14,5%
Temperatura de serviço: 16–18°C

História:
A Viña Errázuriz foi fundada em 1870 pelo empresário e político Don Maximiano Errázuriz, que plantou as primeiras variedades francesas no Vale de Aconcagua, cerca de 65 km ao norte de Santiago. Em 2010, o Kai alcançou fama mundial numa degustação às cegas em Nova York quando a safra 2003 ficou em primeiro lugar, vencendo vinhos renomados como Opus One, Haut Brion, Lafite e Sassicaia. O nome KAI vem da língua Mapuche — o idioma originário do Chile — e significa "planta". A Carménère é a uva símbolo do Chile: dada como extinta por 130 anos, vivia escondida em vinhedos chilenos confundida com Merlot. Descoberta apenas em 1994. O Barato do VinhoVinhos e Vinhos

Perfil Técnico na Taça: Roxo profundo. No nariz, frutas negras e azuis com notas exóticas de especiarias e defumado. No paladar, licorice e compota de frutas escuras complementadas por chá preto e chocolate amargo. Taninos macios e doces com um final longo e sedoso. As vinhas de Carménère foram plantadas em 1992 e 1993 em solos aluviais profundos com 80% de componente pedregoso — o que, combinado com as brisas do Pacífico, permite uma longa estação de crescimento e total maturação da uva. EvinoVinhos e Vinhos

Harmonização Sugerida: Carnes suculentas — picanha, cordeiro, javali. Risoto de cogumelos. Queijos curados. Molhos ricos à base de vinho tinto. O vinho que faz você entender por que o Chile escolheu a Carménère como uva nacional.

R$ 899,90

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