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Sala VIP · Outubro 2026
Clube VBR · Curadoria Fábio Ayrton

Argentina & Portugal — Duas Origens. Uma Nova Viagem.

De um lado, um Cabernet Sauvignon vindo da Patagônia argentina, região de clima seco, ventos constantes e grande amplitude térmica. Do outro, um tinto português da Península de Setúbal, elaborado a partir de castas tradicionais e com forte influência mediterrânea e atlântica. Outubro coloca na Mala Explorer dois vinhos de países, uvas e estilos diferentes, exatamente para mostrar como a origem pode transformar completamente o que encontramos na taça.
A Seleção do Sommelier — Fábio Ayrton

Gosto dessa seleção porque ela representa muito bem a proposta da Sala VIP: descobrir o vinho sem complicação. O Malma Patagonico mostra uma expressão de Cabernet Sauvignon da Patagônia, com boa fruta, estrutura e uma passagem curta por carvalho francês. Já o Adega de Pegões aposta na tradição portuguesa, com predominância da casta Castelão e um perfil mais macio, frutado e gastronômico. Dois tintos acessíveis, mas com histórias e personalidades muito diferentes.

Malma Patagonico Family Wines Cabernet Sauvignon · Argentina
Uva: 100% Cabernet Sauvignon

Região: San Patricio del Chañar · Patagônia

Teor alcoólico: 13,5% vol.

Amadurecimento: 30% do vinho permanece por aproximadamente 3 meses em barricas de carvalho francês

Temperatura de serviço: 16°C a 18°C

A História: A Bodega Malma está localizada em San Patricio del Chañar, na província de Neuquén, uma das regiões que ajudaram a consolidar a Patagônia como uma nova fronteira do vinho argentino. A vinícola pertence à família Viola, pioneira no desenvolvimento vitivinícola da região. O nome Malma significa “orgulho” em mapudungun, língua do povo Mapuche, reforçando a ligação do projeto com a identidade patagônica.

Perfil Técnico na Taça: Cor vermelho-rubi intensa. No nariz aparecem cassis, framboesa e outras frutas vermelhas maduras, acompanhadas por notas de especiarias, pimenta e um leve toque de baunilha. Em boca, apresenta boa estrutura, taninos presentes e integrados, fruta madura e final persistente.

Vinificação: O vinho é elaborado para preservar a expressão da fruta e do Cabernet Sauvignon em clima patagônico. Aproximadamente 30% do volume passa por cerca de três meses em barricas de carvalho francês, acrescentando textura e discretas notas de especiarias e baunilha sem dominar o caráter frutado.

Harmonização Sugerida: Carnes vermelhas grelhadas ou assadas, cordeiro com ervas, massas com ragu, polenta com ossobuco e queijos maturados.


Adega de Pegões Tinto
Península de Setúbal · Portugal
Uvas: 80% Castelão + 20% Aragonez e Alicante Bouschet
Classificação: Vinho Regional Península de Setúbal
Teor alcoólico: 13% vol.
Amadurecimento: sem passagem por madeira
Temperatura de serviço: 16°C a 18°C

A História: A Cooperativa Agrícola de Santo Isidro de Pegões foi fundada em 1958 e faz parte da história vitivinícola da Península de Setúbal. A região combina solos predominantemente arenosos com clima mediterrâneo e influência marítima do Atlântico. Neste vinho, a Castelão, uma das castas mais tradicionais de Portugal e especialmente importante em Setúbal, assume o papel principal.

Perfil Técnico na Taça: Cor rubi viva. No nariz predominam frutas vermelhas, acompanhadas por leves notas de especiarias. Em boca, é macio, aveludado e equilibrado, com fruta presente e final agradável, formando um perfil muito versátil para a mesa.

Vinificação: A fermentação alcoólica acontece em cubas de inox com temperatura controlada, seguida por maceração pelicular prolongada. O vinho não passa por madeira, preservando a fruta, a maciez e o caráter direto das castas utilizadas.

Harmonização Sugerida: Carnes assadas, carnes grelhadas, pratos portugueses de sabor intenso, massas, embutidos e queijos.


Prove Lado a Lado

Para perceber melhor as diferenças entre os dois vinhos, comece pelo Adega de Pegões e depois passe para o Malma Patagonico.

No português, observe a maciez, a fruta vermelha e o caráter direto de um vinho sem passagem por barrica. Depois, no argentino, perceba como o Cabernet Sauvignon traz mais estrutura, cassis, taninos e discretas notas de especiarias e baunilha vindas do carvalho francês.

Compare principalmente três pontos: aroma, textura e estrutura. Mais importante do que encontrar a resposta “certa” é perceber qual estilo agrada mais ao seu paladar e entender o motivo.


Clube VBR · Curadoria Fábio Ayrton · clubevbr.com.br · @clubevbr · @fabiodovinho

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